Bahia registra 1º caso de ferrugem asiática na safra 2025/26
Foco foi confirmado em Correntina após análise laboratorial, e produtores recebem alerta para reforçar monitoramento e manejo nas lavouras
Bahia confirma o primeiro caso de ferrugem asiática na safra 2025/26 de soja em Correntina. Foto: Aiba / Divulgação
A safra 2025/26 de soja na Bahia, que já entrou em fase de colheita, registrou em janeiro o primeiro caso de ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. O foco suspeito surgiu na última semana na localidade de Linha Branca, na microrregião de Rosário, no município de Correntina.
A equipe do Programa Fitossanitário da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia(Aiba), coletou as amostras, e um laboratório oficial credenciado da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, confirmou o diagnóstico no dia 27.
As amostras não apresentavam sintomas visíveis no campo. Por isso, os técnicos utilizaram o método de câmara úmida para viabilizar a detecção do fungo. O trabalho contou com estratégias de monitoramento e com o apoio do sistema Caça Esporos, que acompanha continuamente áreas produtoras da região, como o Anel da Soja, Estrada do Café, Placas, Bela Vista, Paraíso e Rodovia da Soja. Esse conjunto de ações permitiu identificar a ocorrência com precisão.
A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia(Adab) por meio da Diretoria de Defesa Sanitária Vegetal, emitiu alerta fitossanitário oficial aos sojicultores, conforme o calendário agrícola 2025.26. O comunicado segue a Portaria nº 43, de 29 de maio de 2025, que determina a notificação obrigatória em casos de ferrugem asiática.
Prevenção e manejo
A ferrugem asiática pode provocar perdas severas de produtividade quando o produtor não adota manejo adequado. Por isso, os técnicos reforçam a importância de seguir o plano fitossanitário, com aplicação correta de fungicidas e monitoramento constante das áreas. A Aiba orienta os agricultores sobre as medidas necessárias sempre que identificam focos da doença, para garantir resposta rápida no campo.
De acordo com o gerente de Agronegócios da entidade, Aloísio Júnior, a prevenção sustenta a sanidade das lavouras. Ele afirma que o monitoramento sistemático, aliado às estratégias de manejo, permite detectar focos com agilidade e adotar medidas de controle. Aloísio destaca que os produtores devem intensificar o acompanhamento das áreas vizinhas aos focos para reduzir o risco de disseminação. Ele lembra ainda que o Programa Fitossanitário da Soja atua de forma contínua há nove anos e apresenta resultados consistentes na mitigação do risco.
Além da Aiba e da Adab, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão(Abapa), e a Fundação Bahia também apoiam o monitoramento das lavouras. Coletores de esporos instalados em pontos estratégicos do Cerrado baiano ajudam a detectar precocemente a presença de esporos da ferrugem asiática da soja e da ramulária do algodão, além de apoiar a tomada de decisão nas ações de campo.
